sexta-feira, 8 de maio de 2009

Star Trek

Como recriar um mito? Como apresentar algo que, para muitos, é malhado, antigo, quase cómico? Como tornar uma série tão mal tratada em algo interessante, que parece novinha em folha, pronta para o século XXI? Simples: é só entregar o projeto nas mãos de gente competente. No caso de Star Trek, o nome da pessoa é J.J. Abrams.
Star Trek é um cânone mundial. O culto gerado em torno da antiga série de televisão serviu de base para tudo que se vê hoje em dia em matéria de nerdices: convensões, cosplays, filmes, sites. Até mesmo o conceito morderninho de transmedia storytelling teve seus princípios em Star Trek com a quantidade de material gerado pelo fãs envolvendo o universo da série, indo a lugares nunca imaginados pelos criadores do programa, apesar de sempre serem subestimados pelos executivos da época.
Tudo isso por causa de uma série de televisão.
Mas quem conhece o material sabe que a graça em Star Trek está não em malhar os efeitos especiais ridículos, ou as atuações sofríveis dos personagens e outros detalhes que os fãs conhecem. O que a série tinha de legal era mexer com o espírito de aventura que existe em cada um de nós. Em nos oferecer, toda semana, histórias que alimentavam a nossa alma, nos faziam crer no que estávamos vendo. Tem sido assim até hoje para os fãs que cultuam a série.
Mas como o passar dos anos, a fórmula foi se desgastando. Sucessivos insucessos de bilheteria condenaram ao ostracismo Star Trek. Era preciso fazer alguma coisa. Era preciso mudar o que não estava dando certo.
E foi o que J.J. Abrams fez. Deu um reset completo nesse universo.
Mas o mais bacana foi que Abrams não desconsiderou o passado, simplesmente fazendo a velha geração de fãs esquecerem o que aconteceu. Não. Ele apresentou uma mudança. Um ponto de divergência plausível que resultou num rejuvenescimento da franquia. Nesse ponto ele salvou a série.
Tá tudo lá. Os phases, o teletransporte, Vulcano, os romulanos, as brigas, as artimanhas que só o Capitão Kirk é capaz de fazer, um Spock que é a mesma coisa, mas diferente (não vou explicar o porquê. Assistam.) Uma Enterprise novinha, linda. A mesma tripulação que aprendemos a amar no passado e que vamos amar agora, nos anos que virão.
Por que Star Trek irá sim para onde nenhuma série jamais esteve. Como fez no passado e como fará no futuro.
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