terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

We do Logos e o self-service de design: onde entra o critério?

Tá causando polêmica entre os designers e publicitários de respeito a matéria do canal Globo News sobre a empresa brasileira We do Logos. Essa agência promove um verdadeiro self-service de logotipos à escolha do cliente. Os preços começam a partir de R$ 195,00 podendo aumentar. A idéia é copiada do site 99 designs que faz a mesma coisa no exterior.


Entrando na polêmica de cabeça, acredito que nossos clientes não possuem critério suficiente para escolher marcas dessa forma, como se estivessem em um self-service de comida, onde é só escolher o que quer e pronto.
Na matéria da Globo News, tem um cliente da We do Logos que se vangloriava de dizer que o "critério" de escolha da marca da sua empresa era que a "marca" tinha que ser única. Logo a seguir, um dos sócios da We do Logos dizia que eles estão fazendo um verdadeiro estoque de marcas, onde o cliente apenas põe o nome da empresa dele. Onde está o "único" disso?


Alguns podem até ponderar que é uma empresa que encontrou um nicho. Concordo. Mas nivelar por baixo é algo difícil de agüentar. Principalmente quando a mesma matéria aponta que grandes empresas, como a GAP, estão recorrendo a sites como o 99 Designs para resolver o problema do redesenho do logotipo da empresa, depois do fiasco ocasionado pela falta de critério que mencionei lá em cima ter escolhido um design pífio, odiado por todos. Se empresas maiores já vão nessa vibe, imagine se isso chegasse por aqui?
Em um mercado tão complicado quanto o nosso, essa tática de Casas Bahia de "Quanto o cliente quer pagar" pode mais prejudicar do que ajudar o futuro das relações entre profissionais de design e seus clientes.
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