segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Realidade (hiper) aumentada e arquitetura: a realidade como uma gigantesca mídia

Vi esse video no io9. Keiichi Matsuda, estudante do último ano da faculdade de arquitetura da Bartlett School of Architecture, em Londres bolou esse video onde aplica os conceitos de realidade aumentada, a capacidade de sobrepor ao mundo físico informações diversas, geralmente mediado por uma web cam ou câmera de celular, e espande a ideia, aplicando a cidades inteiras por meio de interfaces cibernéticas acopladas às pessoas. Vejam o video em 3D:

Augmented City 3D from Keiichi Matsuda on Vimeo.


Keiichi Matsuda explica melhor esse conceito:
"Augmented Space refers to group of emerging technologies that are unified by their ability to overlay physical space with information. It is a paradigm that succeeds Virtual Reality; instead of disembodied occupation of virtual worlds, the physical and virtual are seen together as a contiguous, layered and dynamic reality. Augmented space disrupts the long established dichotomies of public/private and home/work embedded in the city, and calls for new terms to describe our inhabitation of it. As mobile technology and wireless fields of presence envelop the built environment, the electronomad is empowered to define her own use of space and subjective reading of the augmented city.

The thesis introduces Augmented Reality (AR) as a framework through which to understand the city, and discusses its far-reaching consequences for the built environment and the architectural profession. It reviews our changing inhabitation of the city, focusing on the changing relevance of the domestic programme to demonstrate the dislocation of boundaries.

The invasion of the home by media and technology can be contrasted to a parallel emergence of domestic values in the network. As technology-mediated interactions form an increasingly important part of everyday life, the thesis argues that the dislocation of domesticity will define the character of the augmented city as a domestic space. To demonstrate this migration, the domestic programme is broken down into its constituent elements and defined as a series of connections and emotions, a process of constructing subjectivities. With Augmented Reality (AR) as a site of investigation, this definition is compared to and integrated with the human-computer interface to propose a new model of augmented domesticity."
Imaginem um mundo onde as construções serviriam de suporte para informação. Um mundo onde qualquer coisa poderia carregar em si conteúdo relevante para quem deseja ingressar nessas múltiplas camadas de dados. Seria assustador ou uma nova forma de mídia que a publicidade usaria?
Acredito no lado positivo dessa ideia. Na verdade, é um caminho meio natural da informação sair do nicho de telas de computadores e invadir a realidade. Se isso seria um excesso ou mesmo uma afronta ao direito de privacidade de cada um, além de uma forma limpa de sujar a cidade de informação que não seja outdoor, panfletos etc, prefiro pensar que esse é um caminho sem volta. Cabe a cada um de nós saber filtrar essa maçarocada toda.
Mas o vídeo de Matsuda dá o que pensar.
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