sábado, 8 de setembro de 2007

Geração 90 e as outras gerações

Artigo que saiu na Meio&Mensagem e revela os resultados do estudo "Geração 90 - Um novo conflito de gerações", divulgado por ocasião do ENA - Encontro Nacional de Anunciantes. O estudo revela o perfil dos jovens nascidos nos anos 90, e que hoje estão na faixa dos 17 a 19 anos de idade. Os principais fatos que saltam aos olhos são a total dependência do meios como internet, celular, TV e rádio como principal meio de comunicação; a pouco apego com jornais e revistas e o desejo de receber conteúdos gratuitamente. Leiam, abaixo, a matéria completa:

"´Geração 90´ investiga relação entre jovens e mídias.
Há maior envolvimento com internet, celular, TV e rádio e distância de revistas e jornais.

A tecnologia instituiu novas formas dos jovens se relacionarem com o mundo real e o virtual, e, conseqüentemente, criou um novo "gap" entre essa e as gerações anteriores, num cenário comandado pelos mais jovens. Esta é uma das constatações do estudo "Geração 90 - Um novo conflito de gerações", apresentado por Diva Maria de Oliveira, sócia da Recherche, na manhã desta sexta-feira, 24, durante o ENA - Encontro Nacional de Anunciantes, realizado no Royal Palm Plaza, em Campinas, pela ABA - Associação Brasileira de Anunciantes. "Nem sempre a juventude teve a extrema importância que tem hoje", frisou a palestrante.

Em trabalho conjunto, a Recherche e a Almeida Associados investigaram o comportamento dos nascidos no ano de 1990, que hoje têm 16 ou 17 anos. O estudo incluiu a coleta de dados disponíveis no mercado, pesquisas em livros, revistas e blogs e discussões em grupo e via internet (já que boa parte deste target se comunica melhor on-line que pessoalmente).

O contingente de brasileiros de 16 ou 17 anos soma 6,7 milhões de pessoas (3,5% da população), sendo que 22% deles trabalham, 88% estudam e 45% não vivem com os pais. Entre seus traços de personalidade, alguns dos quais potencializados pela presença da tecnologia no dia-a-dia dos jovens, destacam-se o narcisismo, o cultivo de uma imagem positiva de si mesmo, o desejo de autoria coletiva, a importância da vida virtual e a realização de multitarefas (todo ao mesmo tempo). "Eles são pluralistas e tolerantes, mas na prática podem se revelar mais politicamente incorretos que no discurso", salientou Diva, num dos trechos que deixa claro a dificuldade de se entender mais profundamente esta faixa etária, especialmente no tocante a abordagens de marketing.

No que diz respeito ao relacionamento dos jovens com as mídias, o levantamento mostrou que há maior envolvimento com internet, celular, TV e rádio e distância de revistas e jornais. Os percentuais de penetração dos meios de comunicação nesta faixa etária são maiores que a média nacional em internet (50% contra 34%), rádio (90% contra 83%), revistas (52% contra 45%) e TV (99% contra 97%). Já os jornais estão perdendo espaço, pois alcançam penetração de apenas 29% entre os jovens de 16 ou 17 anos, contra 37% da média nacional. "As revista são vistas como muito atraentes, mas poucos compram, pois preferem atividades gratuitas. Já os jornais eles não lêem e não se atraem pelo meio", constatou a pesquisadora.

Quando estão na internet, 34% ouvem rádio e 43% se interessam por conteúdos de humor. "O e-mail virou coisa de velho, os jovens usam mesmo é o MSN", salientou Diva."
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