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segunda-feira, 18 de julho de 2016

James Pressfield: "The first thing you learn in advertising is that no one wants to read your shit."

Tomo a liberdade para transcrever o texto citado na coluna de Dave Trott, escrito por Steven Pressfield, que resume tudo o que devemos saber para produzir boa propaganda.
Tiro certeiro em muitas divas por aí, que ser acham a última Coca-Cola do deserto.
Tá em inglês. Mas o que é que não é bom que não está, não é mesmo?
Leiam e reflitam.
“The first thing you learn in advertising is that no one wants to read your shit.
Your ads I mean.
People hate ads. I hate them myself.
I hate TV commercials.
Why should I waste my valuable time watching that lying garbage, trying to sell me crap I don’t need or want?
Sometimes young writers acquire the idea from their years in school that the world is waiting to read what they’ve written.
They get this idea because their teachers had to read their essays, or term papers, or dissertations.
In the real world no one is waiting to read what you’ve written.
Sight unseen they hate what you’ve written.
Why?
Because they might have to actually read it.
Nobody wants to read anything.
Let me repeat that.
Nobody – not even your dog or your mother – has the slightest interest in your commercial for Rice Crispies or Delco batteries or Preparation H.
Nor does anybody care about your one-act play, your Facebook page or your new sesame chicken joint at Canal and Tchoupitoulas.
It isn’t that people are mean or cruel.
They’re just busy.
Nobody wants to read your shit.
What’s the answer?
1) Streamline your message. Focus it and pare it down to its simplest, clearest, easiest-to-understand form.
2) Make its expression fun. Or sexy or interesting or scary or informative. Make it so compelling that a person would have to be crazy NOT to read it.
3) Apply that to all forms of writing or art or commerce.
When you understand that nobody wants to read your shit, your mind becomes powerfully concentrated.
You begin to understand that writing/reading is, above all, a transaction.
The reader donates his time and attention, which are supremely valuable commodities.
In return, you the writer must give him something worthy of his gift to you.
When you understand that nobody wants to read your shit, you develop empathy.
You acquire the skill that is indispensable to all artists and entrepreneurs – the ability to switch back and forth in your imagination from your own point of view as writer/painter/seller to the point of view of your reader/gallery-goer/customer.
You learn to ask yourself with every sentence and every phrase: Is this interesting?
Is it fun or challenging or inventive?
Am I giving the reader enough?
Is she bored?
Is she following where I want to lead her?”

domingo, 20 de setembro de 2015

Subzero: Gostosa além da conta. Uma zoação em cima do Conar e sua caretice.

Não sei se vocês viram esse novo filme criado pela Almap BBDO para a Antarctica Subzero em que eles sacaneiam com a proibição do Conar em mostrar pessoas bebendo cervejas em comerciais no Brasil. Me lembrou os bons tempos da propaganda brasileira sacana, que tirava sarro da concorrência, tipo aqueles famosos comerciais da Bombril e seu amaciante Mon Bijou, em que eles zoam com o Confort, a concorrência. Um clássico.
Esse da Antarctica Subzero é um achado. Fica na memória do brasileiro, esse um sacana de nascença. Por mais que o Conar e outros orgãos ou pessoas caxias insistam em dizer que não. Bola dentro da Almap!

sábado, 19 de setembro de 2015

Quando um merchandising dá água na boca: A Maravilhosa Cozinha de Jack

Em marketing chamamos merchandising a ação de inserção de um produto no contexto de uma narrativa ou situação. De acordo com Regina Blessa, publicitária e especialista em merchandisig, pode ser definido como:
Merchandising é qualquer técnica, ação ou material promocional usado no ponto-de-venda, que proporcione informação e melhor visibilidade a produtos ou serviços, com o propósito de motivar e influenciar as decisões de compra dos consumidores.
É o conjunto de atividades de marketing e comunicação destinadas e identificar, controlar, ambientar e promover marcas, produtos e serviços nos pontos-de-venda.
É responsável pela apresentação destacada de produtos na loja, criando espaço e visibilidade, de tal maneira que acelere sua rotatividade.
Para muitos não funciona porque fica parecendo aquela inserção feita à força, sem que seja algo orgânico, natural. Quando se consegue algo assim, funciona maravilhosamente.
A Maravilhosa Cozinha de Jack é uma série de vídeos publicados no canal do Jovem Nerd no You Tube e apresentados por Fernando Russell, conhecido como "Tucano", em que ele se dedica a fazer experiências culinárias. Para anunciar o novo produto da Knorr, o "Meu Assado", uma inserção de conteúdo de marca casou direitinho com a proposta do programa. Ficou delicioso. Um case bem sucedido.

sábado, 29 de agosto de 2015

Leituras: entrevista de Eugênio Mohallem para a Panorama Mercantil "Meu conselho às famosas velhinhas investidoras de Illinois: não comprem ações de agência de propaganda com base em sua premiação em festivais."


Eugênio Mohallem dispensa apresentações. Caso você, amigo publicitário ou leitor que não é do meio, não conheça um dos maiores redatores publicitários brasileiros de todos os tempos, recomendo a visita ao site/portfólio dele para entender a sua importância.
Nesta entrevista ao site Panorama Mercantil, ele conta um pouco a sua trajetória de redator, passando pelos cargos de diretor de Criação e empresário da Comunicação e seu atual cargo, como diretor de Criação da Young&Rubican. Mas o que mais chama a atenção nesse bate papo é a sinceridade com que ele ataca as agências de publicidade que focam demais em prêmios e não em entregar o seu melhor no dia a dia dos seus clientes e de como isso está afetando negativamente o mercado como um todo. Eis um trecho:
"Meu conselho às famosas velhinhas investidoras de Illinois: não comprem ações de agência de propaganda com base em sua premiação em festivais. Grandes performances em Cannes não significam que a agência reproduza, para seus clientes, a mesma ousadia, a mesma criatividade. Algumas porque não saberiam como, outras porque sequer tentam. O modus operandi destas agências é o seguinte: de um lado, subserviência ao cliente. Fazem logo o que ele quer, para veicular e faturar rapidinho. Do outro, posam de criativas, acumulando prêmios via peças fajutas ou “criações” que nada têm a ver com publicidade. Estas agências equacionaram o binômio faturamento/criatividade do jeito mais cômodo possível.
Isso me incomoda, mas não porque tais agências estejam se passando por melhores do que são. Isto é problema delas, de seus clientes, prospects e acionistas. O que preocupa é que esta prática está destruindo a propaganda verdadeira que colocamos no ar, atrofiando nossa capacidade criativa, desnacionalizando nosso discurso publicitário e comprometendo as próximas gerações de profissionais."
 Mais a frente, ele fala da prática de criação de peças exclusivas para festivais e a perda de uma identidade nacional em nome de uma adaptação à um critério de premiação:
"Mas quando se trata de uma peça-fantasma, o único cliente é o ego. Vale qualquer coisa. Não precisa nem ser propaganda, pode ser um par de meias que mede o grau de chulé e publica no Facebook — ninguém confere a plaquinha do troféu. E, principalmente, a ideia-fantasma não nasce como solução criativa a um problema mercadológico."
"Outro efeito deletério da obsessão festivaleira é a desnacionalização da nossa linguagem publicitária: como Cannes premia mais as ideias visuais e universais, perde-se o interesse – e consequentemente a habilidade — para ferramentas muito típicas da nossa publicidade: a oralidade, o diálogo, o título esperto, a crítica de costumes locais, a prosa leve, a despretensão."
Falando por mim, fui convidado uma vez para um debate na Universidade de Fortaleza em que discutimos, entre outras coisas, o mercado local. Engraçado como eu falei desses mesmos problemas de premiações e fui quase linchado pelos meus nobres colegas. O debate pode ser ouvido aqui. (a polêmica começa aos 21:00min)
Bom saber que alguém de peso como o Eugênio, também pensa assim.

sábado, 8 de agosto de 2015

SEBRAE: Movimento Compre do Pequeno Negócio.

Não sei se vocês sabiam disso mas os pequenos negócios no país geram mais da metade dos empregos formais, aqueles de carteira assinada, e 30% do PIB do pais e outros números surpreendentes É o conceito da cauda longa aplicado há séculos no pais. O SEBRAE, à semelhança da linda campanha do American Express do "Small Business Saturday, Shopping Small", criou o "Movimento Compre do Pequeno Negócio ", um dia dedicado ao incremento de vendas desses importantes vetores da economia nacional.
Dia 5 de outubro, faça a sua parte. Vá naquela vendinha da esquina e compre alguma coisa. São esses pequenos grandes negócios que mantém a chama do empreendedorismo ardendo nesse pais.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Clássicos eternos: "Companheiros" para Postos Ipiranga

Se tem uma campanha que representa construir uma marca é essa criada pela Talent para os Postos Ipiranga. Alguns filmes, de tão clássicos, fazem parte do acervo da boa propaganda brasileira. Puro conceito. Pensem em entregar isso para seus clientes. Essa esquizofrenia desenfreada de mudar tudo a toda hora não constrói nada.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Volkswagen: Don't Selfie and Drive.

Quem me conhece sabe que eu fico com o pé atrás com agências de fazem campanhas de conscientização visando mais os prêmios que a vontade de fazer o bem. Até criei o "Prêmio Bono Voz" de agência de propaganda que mais salva o mundo todos os dias como forma de brincar com essa mania feia disfarçada de liberar a criatividade frustrada do dia a dia dos publicitários. Mas essa conversa vai para outro momento. Essa campanha da DDB do México chamou a minha atenção porque, além de ser uma puta ideia, é simples e bem executada e vai direto na goela de quem se arrisca em fazer selfies enquanto dirige. Não merece o meu prêmio, o que já é uma coisa muito boa, não acham?
Via Behance.




quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Leituras do dia: Toda empresa quer ter uma boa história. Algumas são mentira

Tá rolando por ai um artigo bacana escrito pela Ana Luiza Leal, para a Exame, sobre os perigos do storytelling quando aquela bela história da empresa não passa de uma mentira. O artigo cita o exemplo da Dilleto, marca de sorvetes artesanais, que inventou uma bela história de origem de marca, mas que não passa de invenção. Vale a reflexão ética se, citando aquela velha máxima nazista, uma mentira bem contada e repetida várias vezes, acaba se tornando verdade.
http://exame.abril.com.br/revista-exame/noticias/marketing-ou-mentira

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Daniel Morel, CEO da Wunderman, em entrevista à Meio e Mensagem

"A grande mudança em relação à maneira como as agências estão constituídas hoje seria a fusão imediata das aáreas de planejamento, dados e insighs."

domingo, 5 de outubro de 2014

Bastidores da nova campanha da Friboi: quando fazer propaganda é a alma do negócio MESMO

Já virou meme de todos os tipos a campanha criada pela Lew/Lara TBWA para a Friboi, protagonizada pelo ator Tony Ramos. Mas, apesar da gozação, essa campanha tem uma qualidade difícil de ser encontrada hoje em dia: tornou uma marca de um segmento até então sem grande relevância perante o público em geral, como é o de carnes, em algo conhecido por todos. E isso, em plena era de questionamentos de valores gastos em publicidade por clientes cada vez mais reticentes com o sucesso de suas ações de marketing, é algo a ser estudado.
Esse video do canal Reclame mostra os bastidores da atual campanha da Friboi. Nada demais, tudo comportadinho e chato para aqueles amantes de festivais de comunicação que adoram aquela ideia elaborada e aparentemente inédita. Mas o que a Lew Lara fez para a marca é a essência de propaganda: é educativa. Ensina aos consumidores a buscar melhor qualidade na escolha da carne que consome, prestando atenção na procedência, no manuseio e na embalagem do produto. Carne, para o brasileiro, agora tem nome sim.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

John Hegarty, sobre a ascensão da Big Data

John Hegarty, em um painel do Festival de Cannes desse ano:
"Tenho anos nesse mercado e sempre me deparou com grandes descobertas geniais. Agora inventaram o Big Data. Ocorre que dados sempre foram importantes. Dizer que Big Data é a solução pra tudo é bullshit. Se todos forem olhar para os mesmos dados, chegarão às mesmas conclusões."

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Social Economy Alliance: The Best Ideias from the Left and the Right



Criação: Paul Belford Ltd, para a organização Social Economy Alliance.
Via Creative Review.

Leituras do dia: O contínuo repensar da comunicação

Otávio Dias, da Repense, em um artigo publicado na Meio e Mensagem, lança um desafio as empresas de comunicação para serem mais inovadoras e não deixarem o bonde passar:
"O Easy Taxi poderia ter nascido na Rádio Táxi, a maior cooperativa de táxis do Brasil. O WhatsApp poderia ter nascido na Vodafone, uma das maiores empresas de Telecom do mundo. O Itunes poderia ter nascido dentro da Virgin Records. A Amazon poderia ter nascido dentro da Barnes & Noble, a maior rede de livrarias dos Estados Unidos. O Decolar.com poderia ter nascido dentro da CVC, a maior empresa de turismo da América Latina. O AirB&B poderia ter nascido dentro da RE/MAX, a maior imobiliária do mundo. E por que não nasceram? Fica aqui a reflexão e a provocação para agências e anunciantes."

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Coca Cola: Coke & Meals


O design da garrafa de Coca Cola, criada por Earl Dean  em 1915 e, curiosamente, baseada, a princípio, na forma do cacau, até hoje permanece como ícone da marca, uma perfeita identidade de um produto reconhecida mundialmente. Essa síntese criada pela Mayer/McCann Erickson, da Eslováquia, prima por ter conseguido unir esses conceitos: bebida e comida. Muito bom!
Via Ads of the World.

Harvey Nichols Manchester: Second Floor Restaurant




Uma maneira bem bacana de promover um restaurante de uma loja de departamentos de luxo. Criação da TBWA\Manchester da Inglaterra, para o restaurante do segundo andar da loja Harvey Nichols.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Fica a dica

“Co-creation is the difference between people creating a great idea for you and people working with you to make a good idea great.” 
John Williams, da WikiSolutions.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Frutas feias e o poder da Grande Idéia


Kleyton Mourão já tinha comentado essa campanha mas vale a pena ver de novo. Nesse outro artigo, Dave Trott fala da campanha matadora da rede de supermercados Intermarche que aproveitaram um dado desagradável: fazendeiros europeus jogam fora, todos os anos, 3 milhões de toneladas de frutas e vegetais, não porque estejam estragados, mas sim porque são feios e os supermercados só querem produtos bonitos nas prateleiras; e bolaram essa ideia matadora.
É o poder da BIG IDEIA, coisa que o meu guru George Lois dizia há tempos: que uma ideia de um milhão de dólares parece que custou 10 milhões.
Precisamos de mais pensamentos disruptivos assim, não acham?

Ed McCabe, os frangos Perdue e como uma grande ideia pode transformar um produto comum em algo inesquecível


Dave Trott conta a história do publicitário americano Ed McCabe e a marca de frangos Perdue, um produto comum que McCabe tornou um grande hit por mais de duas décadas. Ele colocou o dono da empresa, Frank Perdue, e seu jeito simples e direto de falar, para ser o garoto propaganda da marca e o resultado foi a liderança de share do setor da Perdue por anos a fio. O conceito, bem simples e genial, era "Perdue: It takes a tough man to make a tender chicken." Semelhanças com o trabalho excelente da Lew'Lara\TBWA e a marca de carnes Friboi me vem a cabeça, claro, mas com muito menos genialidade.
Leiam o artigo aqui.


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